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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Resultados de Montessori

É alegremente divulgado por todas as escolas Montessori que ambos os fundadores da gigantesca Google (Larry Page e Sergey Brin) foram educados em escolas Montessori, mas você sabia que eles mesmos creditam a estas escolas o seu sucesso? Assista ao vídeo abaixo e os veja contando esta história! A tradução virá logo mais.



Outras famosas personalidades da informática que estudaram em Montessori são os fundadores da Wikipedia (Jimmy Wales) e da Amazon (Jeff Bezos).

Estamos aguardando informações, mas recebemos indicações de que também o fundador do Facebook passou por uma escola Montessori quando pequeno.

Depoimentos de personalidades logo mais estarão disponíveis na página "Depoimentos".

A organização do Ambiente da Criança

(de Sunrise Montessori)

1) Tenha um local em cada cômodo - no quarto, na cozinha, sala, no banheiro, na garagem etc - para os poucos e bem escolhidos pertences da criança.

2) Pense cuidadosamente as atividades da família e os materiais usados, em todas as áreas da casa, e arranje o ambiente de forma a incluir a criança.

3) Perto da porta da frente, coloque um banquinho para sentar, e um local ao alcance da criança para pendurar casacos e colocar os sapatos. Na sala, coloque estantes para organizar alguns dos livros, brinquedos, jogos e livros da criança.

4) Não coloque muitos itens de uma vez. Algumas cestas e bandejas com ferramentas ou brinquedos que estão sendo usados no momento são suficientes. Não coloque muitos itens em cada cesta. Se uma criança tem 100 peças de montar, serão muitas para ele. Comece com 10 ou 15, assim ela aprenderá a lidar com as peças e a colocá-las no lugar. Conforme ela quiser mais, você pode adicioná-las à cesta, e ela aprenderá a lidar com mais e mais peças.

5) Variar livros e brinquedos é uma boa ideia - tirando aqueles que não têm sido usados recentemente e guardando-os por um tempo. Uma alternância mensal funciona bem. Uma criança mais velha pode ajudar com isso. Isto é feito observando-se o que a criança está de fato usando, e removendo-se o que está sendo ignorado ou já foi ultrapassado. Certifique-se de deixar lá os favoritos!

Preparação do Ambiente da Criança

Pede-se antecipadas desculpas por frases que soem não muito naturais, já que se trata de uma tradução com boa vontade, mas sem técnica.

Preparando o Ambiente:
Na casa ou na escola da criança pequena, é necessário prestar muita atenção ao ambiente. É fato reconhecido que a criança se desenvolve mais completamente (mental, emocional e fisicamente) quando é livre para mover-se e explorar em um ambiente que sempre aumenta, em vez de ficar preza em um berço, cercadinho, balanço ou andador. A exploração do ambiente é necessária à vida.

Desde o nascimento, quando a criança é livre para deixar sua cama e mover-se no quarto, e mais tarde pelos outros quartos, é importante prestar muita atenção para assegurar sua segurança: cobrir tomadas, prender fios no chão e na parede, remover plantas e produtos tóxicos.

Um portãozinho de 60cm, que possa ser pulado pelos adultos, cria locais seguros e interessantes para a criança por toda a casa. Quando a criança for capaz de explorar fora do quarto, o portão pode ser usado para protegê-la de quartos pouco seguros, o escritório, a cozinha, ou qualquer local que não seja à prova de crianças.

O período mais fácil para preparar o ambiente é antes do nascimento, os pais engatinhando pelo quarto da criança para ver o que a atrairá, o que ela pode alcançar e para fazê-lo seguro. Conforme o ambiente da criança se tornar maior, compreendendo outros cômodos da casa, e conforme ela começa a engatinhar rapidamente e andar, os adultos devem continuar a fazer da casa um local seguro.

Durante os primeiros três anos a criança vai absorver, como uma esponja, tudo o que estiver no ambiente, o feio ou o belo, mau ou bom comportamento, boa ou má linguagem. Como pais, somos os primeiros modelos de o que significa ser humano. Se nossas crianças estiverem em um berçário ou comunidade infantil, precisamos exigir o mesmo alto nível.

A qualidade e a beleza do ambiente, dos livros e dos materiais é muito importante para atrair, satisfazer e manter a atenção da criança. Se a criança é exposta a belos brinquedos e materiais, ela vai ajudar a criar um mundo do mesmo alto nível quando for adulta. Brinquedos, chocalhos, quebra-cabeças, tabuleiros e cadeiras feitos de madeira em vez de plástico ajudam a desenvolver apreciação pela natureza e pela qualidade e mostram respeito pela criança.

Quadros na parede, pendurados ao nível dos olhos da criança, podem ser lindas pinturas emolduradas ou simples posters. Mais do que por feios desenhos, que os adultos assumem que são preferidos pelas crianças, nós vemos que elas tendem a gostar da alta arte, que resistiu aos testes do tempo. Crianças também gostam de ver seus trabalhos artísticos emoldurados e dispostos nas paredes. Os quadros das crianças podem mudar frequentemente, conforme que elas criam novos trabalhos artísticos.

Melhor do que manter grandes caixas de brinquedos, é guardá-los ordenados em prateleiras, pendurados em ganchos, arrumados em bandejas, e separados em cestas. Isto também faz com que "colocar as coisas no lugar" seja muito mais lógico e prazeroso. É possível colocar estantes no quarto da criança, na sala, ou onde quer que a criança possa brincar, antes de ela nascer. Os pais podem começar a manter as coisas da criança em prateleiras de imediato, e continuamente dar o exemplo de colocar brinquedos em seus lugares quando não estiverem sendo usados.

Na próxima dica: itens para se ter em mente quando organizar o ambiente da criança. Muito mais sobre este assunto você pode ler em Sunrise Montessori. Aos poucos vamos traduzir muito de lá, mas se você tiver pressa, pode ler direto na fonte.

Dica de Livro


A primeira dica desta página precisa ser o livro How to Raise an Amazing Child the Montessori Way, provavelmente é o livro mais importante para mãmães e papais montessorianos. O autor, Tim Seldin, é Presidente da  The Montessori Foundation e do International Montessori Council.
O livro tem dicas para todas as fases da sua criança, com textos muito claros e algumas centenas de fotografias ilustrando as atividades e os ambientes. Vale cada centavo e cada minuto de leitura!
Para comprar o livro pela Amazon, clique na imagem ou no link acima.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Questão da Liberdade

Amigos da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo leram alguns livros de e sobre Montessori e tiveram mais dúvidas que certezas. Pediram-me para conversar sobre a realidade das escolas Montessori e eu achei por bem colocar aqui as dúvidas e respostas principais. Espero que lhes seja útil.

Eu possivelmente utilizarei sem perceber frases inteiras dos livros The Montessori Controversy, Montessori: Her Life and Work, Montessori: The Science Behind the Genius e talvez de obras de Maria Montessori, que não listarei aqui porque são variadas demais. Peço antecipadas desculpas e em avanço aviso: os louros das explicações abaixo cabem a McNichols, E.M. Standing, Angeline Lillard e Maria Montessori. Possíveis erros, no entanto, devem-se a uma leitura não tão atenta das obras destes pesquisadores, e aí a culpa é minha mesmo.

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A questão da Liberdade:
Possivelmente este seja o conceito de Montessori mais controverso e mal interpretado por curiosos, pais e professores (montessorianos ou não). Alguns sugerem que Montessori é um método militaresco, outros que se trata de um método anarquista. Alguns dizem que há excessiva disciplina em sala, outros que é um sistema livre demais. É evidente que a verdade não se encontra em nenhum dos extremos, no entanto não está simplesmente no meio do caminho entre o militaresco e o anarquista.

Um método que se baseia na observação científica não pode pressupor que o professor intervenha o tempo todo no desenvolvimento do aluno, pois seria como adicionar novos elementos a uma experiência de laboratório enquanto o processo se dá. Para que cada criança possa ser compreendida em sua totalidade, e assim ser bem orientada, é necessário que ela possa se manifestar livremente o suficiente para que o professor/observador/pesquisador (um educador Montessori é tudo isso) possa constatar que caminho deve ser tomado com aquele ser em formação, com todas as suas idiossincrasias.
Há que se atentar, portanto, para dois tipos-chave de comportamento, que determinarão o nível de intervenção do professor. A criança pode estar a desenvolver dois grandes tipos de atividade: atividades edificantes ou atividades não-edificantes.


  • Atividades edificantes: são aquelas que, de alguma maneira, contribuem para o crescimento intelectual, social ou emocional do ser em formação. Em uma escola Montessori, são as atividades propostas com os materiais, ou atividades que a própria criança desenvolva mas nas quais se perceba, via observação, que há um engajamento do pequeno humano.
    • Por ter passado anos observando as crianças na lida com os materiais, Montessori prevê muitos dos usos edificantes deles. Por isso é possível saber muito rapidamente se a criança está a desenvolver alguma atividade ou se se trata de brincadeira somente. A brincadeira tem lugar no método Montessori, mas tem lugar e tempo apropriados.

  • Atividades não edificantes: à parte da brincadeira, que não tem nada de mau em si mesma, algumas crianças, que geralmente estão há pouco tempo numa escola Montessori e que foram de alguma maneira mimadas ou negligenciadas pelos pais, exercem atividades que causam danos a si mesmas, ao ambiente ou a outras crianças.
    • Em caso de atividades que causem dano ao ambiente (destruição de materiais, utilização inadequada dos mesmos ou atitudes socialmente inadequadas), o professor deve "ensinar ensinando, e não corrigindo", de maneiras que Montessori explica em seus livros, o professor não corrige a criança levando-a a se tornar inativa ("não faça isso!", "pare!","quieta!","chega!"), mas sim de maneira a engajá-la em algo digno de seu tempo e vontade, sugerindo uma nova atividade, que a ela interesse e a que ela queira se dedicar com afinco. A atividade ideal é descoberta via observação científica.
    • O bem-estar social da sala também é parte importante do método, e se uma criança atrapalha o bem-estar social da sala inteira, ela terá de deixar de fazê-lo, em nome de todo o grupo. O professor deve, para isso, engajar a criança em alguma atividade de seu interesse, ainda que ela não esteja prevista nos materiais. Primeiro se resolve o problema de toda a sala, em seguida resolver-se-ão as dificuldades daquela criança específica.
    • Em caso de atividades que causem dano ou perigo a si mesmas ou a outras crianças, o professor pode ultrapassar alguns limites pedagógicos e até impedir a criança fisicamente de realizar a atividade. Afinal, pode se tratar de uma perna, um dedo ou uma vida em perigo, e então o cuidado ultrapassa a ciência.


No caso de o aluno estar a exercer algum tipo de atividade edificante, não importa quão lentamente ele esteja evoluindo, o professor não deve interferir. A interferência deve vir somente caso a criança cause dano a si mesma ou ao grupo, via atividades que não a farão crescer de nenhuma maneira.

O professor deve, sim, estudar a criança em profundidade, para saber a hora certa de apresentar um novo material ou um novo conteúdo. Há de se perceber a manifestação externa dos anseios internos da criança e, a partir dela, decidir-se qual material ou conteúdo levar para o pequeno ser. Isto tudo é ensinado em bons cursos de formação de professores Montessori e nos livros da autora. O professor deve ser bem preparado e decidir tudo com base na ciência e na observação.

Crianças trabalhando em sala de uma escola Montessori.

terça-feira, 1 de março de 2011

Para quem é o Método Montessori?

Maria Montessori, como é de conhecimento geral, foi médica antes de ser pedagoga, e trabalhou com crianças especiais antes de trabalhar com crianças normais. Desenvolveu parte de seu método durante a pesquisa com as primeiras crianças e parte (uma parte maior) durante as pesquisas com as segundas.


Decorre de um conhecimento apenas parcial de sua obra a crença de que o método Montessori serve para e beneficia apenas crianças com algum tipo de deficiência. Neste mesmo post, numa edição futura, abordaremos esta questão. Mas gostaríamos de deixar uma mensagem inicial:


Montessori não serve apenas para possibilitar à criança especial uma compreensão normal da realidade, mas também para possibilitar à criança normal uma compreensão especial, e aprofundada, da mesma realidade.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A Maria Montessori

Quero uma escola
Para o rosto infantil e torturado,
Para a esperança verdadeira e reprimida,
Para o esforço real e ignorado.

Quero uma escola
Para a vida possível e desejada,
Para o aprendizado livre e verdadeiro,
Para o ensino igual.

Quero uma escola
De busca e de alegria,
De perguntas e confiança,
De encontro e desafio.

Quero uma escola
De adultos e crianças,
De verdades e belezas,
Para a Paz e para a Vida.